Lua

O fim do romantismo foi decretado…
Não que tenhamos perdido o amor
Ou, até mesmo, a paixão pelo viver
Apenas acabou…
Não há mais razão de ser.

Percebi apenas hoje, acordei de um tolo sonho.
Sempre chamei tais poetas loucos
Mas eles a tinham, ao menos, como inspiração
Tinham, ao menos, em sua visão

A Luz da lua que, outrora, iluminava os poetas
Fora substituída e apenas sumiu
Ficando a nós, um mar de angustias
Um espaτo vazio.

Hoje, talvez escreva com paixão
Mas em meu peito há uma dor
A luz da lua foi embora
Ilumina-me o monitor

Lord Pascal

Publicado em: às julho 14, 2011 em 12:06 am  Deixe um comentário  

Carta a jovem lívida

Coração mofa no peito
Virou parasita
Já não sente medo
Já não pulsa a vida.

Dói o escrever.
Desiste de tentar
Sentimentos se foram
palavras não vão voltar.

É triste então o poeta
Vive o luto do amar
esquece a alegria do sabor
já não quer o despertar.

Putrefata então o escrever
decompõe o pensar
morre o prazer
em escrever, em amar

Vem então a jovem lívida
com a ternura a transbordar
um amor que contagia
um desejo de amar

Faz renascer o desejo
não de alguém amar
escreve o poeta a ti, jovem
e faz do escrever, um brincar

Pinta então, o Poeta
um novo quadro está a riscar
usa de lívidos sentimentos
És branco seu desejar.

E a jovem adormece
Sem saber do bem que lhe faz
adormece lívida menina
que lhe emprestou a sua paz.

Publicado em: às dezembro 24, 2010 em 6:36 am  Deixe um comentário  

Simplesmente Seu.

Simplesmente sou contigo.
Pois simplesmente sou com.
Simples gostar.
Sendo simples ao estar on.

Simplesmente sou confuso
É mentira falar de amor.
Simples sentimento
Afasta minha dor.

Simplesmente não tem nome
E não sei como apareceu.
Simples acontecimento
Fez de mim, seu.

Simplesmente vivo a mentira
Que a mim foi contada
Simples momento
conto de fada.

Simplesmente por ti mil vezes
Pois num cometa voou
Simplesmente Dona.
das coisas que cativou

Lord Pascal

Publicado em: às novembro 29, 2009 em 4:51 am  Deixe um comentário  

Morte

Queria viver
o mundo platonico
um amor ideal
fora de um sonho

Queria a sentir
o choro e rancor
duma mulher que me amou
chorando de dor

Queria a beber
o gosto da lágrima
que em seu rosto surgia
numa pele molhada

Mas por fim, deitei.
Jamais acordei
fazendo-a chorar
e de noite orar

Então voltei
em saber se vivia
Sorria com graça
como um anjo sem asas

Mas tinha medo
enfim chegava o fim
um morto que não sabe
que um coração já não bate

Lord Pascal

Publicado em: às novembro 29, 2009 em 4:09 am  Deixe um comentário  

Piada

É difícil entender
Hoje não quero tentar
Desisto do que quero
Mas insisto em pensar

Esses são caminhos,
que sempre desejei passar.
O quis em silêncio
com medo de assustar

mas hoje, o assustado estou
sem sua companhia
penso em solidão
penso em ti menina

Essa guria,
de encantador sorriso
simplesmente passa
e não está comigo

mas se um dia ela me olhar
com meus olhos direi
o quanto é sem graça
essa piada “amor” que lhe contei.

Publicado em: às outubro 15, 2007 em 10:02 pm  Comentários (1)  

Duvidas…

Viva a vida. Viva!
mas, viver que vida?
a vida egoísta que a mim é oferecida?

Viva? a vida viva?
viver a vida do canudo de papel
sejamos bons e na morte ir para o céu.

Viva… ah vida viva.
vida de um antropocentrismo eterno.
vida egoísta transformada em inferno.

Viva. A vida viva.
viver somente para não morrer
na batalha do irmão vencer.

Viva a vida. Viva?
Viver para estudar e ser alguém.
Sem diploma Zé Ninguém?

Vivo, vivo a vida sim
e não a quero vive-la só para mim

quero vive-la do meu jeito
não importa se nela há defeito
quero apenas viver.

E mostrar ao ódio eterno
para sociedade irônica do Deus fraterno
que posso apenas viver
ajudando ao próximo a não morrer.

Lord Pascal

Publicado em: às outubro 14, 2007 em 6:13 pm  Deixe um comentário  

Lembranças

Sinto no peito o gosto amargo
gosto ora forte ora fraco
sabor que em meu peito vive
coração que apenas bate. Sobrevive

É o gosto da presença eterna
de quem há muito se fora
gosto triste e calejado
do peito desalmado

peito cuja alma fora expulsa
e vive então na amargura
sabendo que nunca vai esquecer
condenado a jamais re-viver

simplesmente condenado a chorar
Não sente o sabor do lembrar
por não saber esquecer
novamente, condenado a não reviver

não vê a beleza da lembrança manchada
cujo o tempo maldosamente rasgara
deixando somente a lembrança
do tempo da bonança

Não, ele não esquece
Não tem do que lembrar
simplesmente apodrece
já não consegue amar

Sim, ele sente a dor
a foto não precisa olhar
é tudo o mesmo sabor
não precisa a mente refrescar

talvez, ele acredite em outras vidas
e por isso ele pense em se matar
não para curar as feridas
mas por esquecer-se de como lembrar.

Lord Pascal

Publicado em: às setembro 12, 2007 em 3:45 am  Deixe um comentário  

Morango e Leite Condensado

Escore dos lábios
De cor encarnada
Na pele de Jambo
O branco da lata

Vem o trabalho
da língua sensual
que na busca do sabor
e limpa o metal

E surge o vermelho
da fruta do amor
envolvida nos lábios
me expondo ao calor

e então imagino
meu novo pecado
beija-te na boca
fazer-me amado

louco em mim
percebo que sou
aquele que deseja
mas nunca amou

acordo do sonho
com corpo suado
era apenas morango
e leite condensado.

Lord Pascal

Publicado em: às agosto 30, 2007 em 8:17 pm  Deixe um comentário  

Brilho do sol

Hoje o sol ilumina minhas costas.
Somente porque estou de costas ele apareceu.
Seu brilho reflete no papel.
Ora forte, ora fraco.
(…ate mesmo o sol tem momentos onde não quer brilhar…)
Fraco, de brilho fraco.
Porque escrever sobre o sol?
(…parece-me coisa de tolo…)
Seu brilho no papel fica mais forte.
O sol que muitos contemplam.
Percebo agora que é apenas o Sol.
Sol que bate nas minhas costas.
Não vou virar-me e olhar-te
Ver como é belo seu brilho.
Ficarei aqui.
Olhando para minha sombra.
E quando mais belo seu brilho for.
Mas perfeita minha sombra será.
(…sol…)

Lord Pascal

Publicado em: às agosto 28, 2007 em 11:04 am  Deixe um comentário  
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